O.M. [11/09/2008]
[Post antigo, retirado do meu antigo flog.]
Desde o fim do século XIX que o mundo presencia guerras infindáveis. A bem da verdade os conflitos começaram há mais de dois mil anos, mas foi no período supracitado que se intensificaram. Diferenças religiosas, intromissão dos EUA (como não poderia deixar de ser) e outras nações e organizações são os principais motivos que acarretam os levantes. Milhares de mortes ceifadas por motivos atávicos e, a meu ver, banais.
Quatorze de Maio de mil novecentos e quarenta e oito. A Assembléia Geral das Nações Unidas declara, em sua 181ª (centésima octogésima primeira) resolução – adotada a 29 de Novembro de 1947 -, a proclamação do Estado de Israel e de um Estado árabe na região da Palestina. Os árabes rejeitaram o Plano de Partilha. Jordânia, Egito, Síria, Líbano e Iraque invadiram a “Terra Prometida”. Israel, EUA e Ex-URSS consideraram a invasão infundada e hostil, ao que a China apoiou os países invasores. Ao fim da Guerra, com a vitória judaica, foi assinado o Armistício de Rhodes, que assegurou o poder israelense sobre o Estado de Israel e mais da metade do espaço alocado para o Estado árabe.
Vários conflitos vieram após esse: Guerra de Suez, dos Seis Dias, do Atrito, do Yom Kippur, Operação Litani, Guerra do Líbano de 1982 e de 2006, Primeira e Segunda Intifadas, Guerra do Golfo, dentre outros. A maioria acabou em acordos de paz posteriormente sabotados por eles próprios.
Dezenas de grupos terroristas, centenas de milhares de fanáticos e milhões de vítimas. O terrorismo é preocupante e não dá sinal algum de arrefecimento. Do outro lado a ilusão estadunidense do “servir à pátria”. Como é mesmo que eles chamam isso? Ah, sim: nacionalismo. Os patriotas que me perdoem, mas se para ser um cidadão honrado eu tenho que morrer por interesses políticos de homens dissolutos, prefiro ser apátrida.
Quem sabe se um dia eles começarem a olhar para passado pensando no vindouro, ao invés de tentar resgatar o tempo decorrido em detrimento do presente, a paz possa ser, enfim, sancionada como acordo absoluto, ilimitado e inconcusso. Até lá a indústria bélica e a química terão lucro garantido no Oriente Médio.
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